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O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) realizaram no último dia 1º de julho mais uma edição do Fórum Regulamentador de Publicidade Médica, em Campinas, na sede da SMCC.
Sob a coordenação do conselheiro e responsável pelas Delegacias do Interior, Lavínio Nilton Camarim, e da conselheira Denise Barbosa, responsável pela Delegacia do Cremesp em Campinas, o encontro contou com a participação do Juiz de Direito aposentado, Jamil Miguel e da advogada da SMCC, Vera Lúcia Espinoza.
Segundo o Dr. Lavínio, o objetivo dos fóruns de publicidade médica são alertar o profissional médico sobre as normas em publicidade, melhorando a informação para evitar exageros nas propagandas. As palestras são sempre muito bem recebidas nas diversas cidades, gerando grandes debates.
“Já participamos de congressos, simpósios e ainda fizemos um manual específico para auxiliar os médicos, além de várias ações focando as instituições de ensino”. As especialidades médicas que mais apresentam publicidade irregular são a cirurgia plástica, dermatologia e oftalmologia, mas, em quatro anos de trabalho nestes fóruns organizados pela Codame, o número de reclamações tem reduzido muito e os motivos das denúncias são mais leves que antes de 2006, segundo o Dr. Lavínio.
Com uma maior discussão sobre a publicidade médica, menos denúncias de irregularidades em revistas e jornais passaram a ocorrer. Por isso, o próximo foco das campanhas será a internet e a televisão.
“Os principais problemas registrados ainda são a divulgação de métodos e especialidades não reconhecidas pelo CFM. Mas algumas propagandas ainda insistem em expor seus pacientes”, avalia o conselheiro do Cremesp.
Sobre o Codame
O Codame emite pareceres perante consultas de profissionais e também rastreia anúncios divulgados na grande mídia, convocando médicos e pessoas jurídicas para esclarecimentos, podendo propor instalação de sindicâncias.
Quando não há denúncias, é feito um trabalho mais pedagógico, informando que não é legal a inclusão de publicidade médica sensacionalista, autopromoção etc.
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