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Campanha: Conselhos pedem engajamento dos médicos na busca de crianças desaparecidas

 

Os conselhos regionais e o federal de medicina iniciaram campanha, a partir deste mês, para pedir o engajamento dos 370 mil médicos em atividade no país na luta em busca de crianças desaparecidas.

A iniciativa, da Comissão de Assuntos Sociais do CFM,  foi aprovada durante reunião, em 6/12,  dos presidentes dos conselhos medicina do país –  entre eles o do Cremesp, Renato Azevedo Júnior.

Mais de 35 mil desaparecimentos de crianças por ano são registrados no país. Cerca de  70% dos desaparecidos fogem de casa por problemas domésticos e 15% nunca mais reencontram suas famílias.

A campanha  pretende  chamar atenção da sociedade e dos médicos para esse grave problema. Os médicos que atuam em hospitais, prontos-socorros e clínicas do país podem ajudar de várias maneiras

pois as pessoas que estão registradas como desaparecidas podem passar por uma unidade de saúde e precisar de um tratamento médico. Os conselhos vão recomendar aos profissionais que  sempre

confiram os documentos do menor e dos responsáveis, quando prestarem atendimento.  Eles também podem observar semelhanças com os pais, sinais de agressão, comportamento da criança com a

família etc.

Além dos cartazes, será lançada uma página eletrônica com informações para pais e médicos sobre a questão. Além disso, um banner da campanha dará acesso ao Cadastro Nacional de Pessoas

Desaparecidas (www.desaparecidos.mj.gov.br).  Dessa forma, os médicos podem consultar as fotografias do cadastro.

 

Dicas de segurança da campanha aos médicos

Ao atender uma criança, fique atento aos seguintes procedimentos:

1 - Peça a documentação do acompanhante. A criança deve estar acompanhada dos pais, avós, irmão ou parente próximo.Caso contrário, pergunte se a pessoa tem autorização por escrito;

2- Procure conhecer os antecedentes da criança. Desconfie se o acompanhante fornecer informações desencontradas, contraditórias ou não souber as perguntas básicas;

3- Analise as atitudes da criança. Veja como ela se comporta com o acompanhante, se demonstra medo, choro ou aparência assustada;

4- Veja se existem marcas físicas de violência, como cortes, hematomas e grandes manchas vermelhas.

 

Saiba mais no site do CFM


Fonte: CFM