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Considerado um tema bastante polêmico,
a violência doméstica contra a criança,
adolescentes, mulher e idoso, e a violência
sexual não podiam ficar de fora do IX Congresso
Médico de Campinas. O assunto foi amplamente
discutido por especialistas que levaram aos participantes
uma análise dos impactos desses tipos de violência
à saúde e orientaram como os profissionais
da área devem agir diante de situações
como essas.
"Apesar da evolução do ser humano,
essas violências continuam acontecendo. O médico
quando se depara com um caso que envolve agressão,
abuso sexual e negligência deve notificar aos
órgãos competentes. Isso permite que
uma série de cuidados sejam desencadeados",
disse uma das debatedoras do tema, a médica
ginecologista e homeopata Verônica Gomes Alencar.
Quando o assunto é a violência sexual
urbana, as mulheres com idades entre 14 e 39 anos,
são os principais alvos. Ainda no rol de crimes
contra ela constam estupro, atentado violento ao pudor,
abuso e exploração sexual. É
válido ressaltar que a ala feminina também
é vítima da violência doméstica.
No caso das crianças e adolescentes, os relatos
mais freqüentes de violência sexual ocorrem
dentro de casa.
Em sua maioria são cometidos pelo pai, padrasto
ou uma pessoa próxima que more com ela. O idoso
sofre diversos tipos de violências que vão
desde a sexual, psicológica e também
a aquela contra o seu patrimônio. Os principais
autores são os filhos. A especialista acredita
que questões sociais, econômicas e perda
de valores são alguns dos fatores que formam
esse quadro.
O álcool e a droga também podem ser
apontados, mas não são determinantes,
para que abusos aconteçam. Durante o Congresso
Médico, os profissionais de medicina foram
orientados de como devem proceder quando se depararem
com situações de violência semelhantes
as descritas acima.
Para cuidar dessas vítimas há várias
políticas públicas que são desencadeadas
quando os casos passam a ser de conhecimento dos órgãos
competentes como: Delegacia de Defesa da Mulher, hospitais,
conselhos Tutelar e do Idoso e a Secretaria Municipal
de Saúde. Mas, qualquer cidadão ou profissional
que sofrer uma dessas violências deve procurar
o serviço de saúde mais próximo
da sua casa ou do local onde ele aconteceu.
Proporcionar cultura e educação à
população também é uma
das maneiras de combater a violência. É
importante esclarecer que é dever do médico
notificar ao conselho tutelar sob quaisquer suspeita
ou confirmação de violências contra
as crianças e adolescentes. Outra informação
importantíssima é que todos os casos
de violência sexual devem chegar aos serviços
de saúde antes de 72 horas depois de ocorrido.
Isso para que sejam realizados os procedimentos de
prevenção à gravidez e as Doenças
Sexualmente Transmissíveis (DST).
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