Jantar das Mil e Uma Noites: Uma aula de cultura

O jantar das Mil e Uma Noites, promovido pela SMCC, permitiu aos
convidados vivenciarem um pouco da cultura e dos costumes árabe. Hábitos praticados em países como Líbano, Síria, Turquia, entre outros puderam ser vivenciados por meio da dança e comida típica, durante um jantar realizado no último dia 22, no Terraço Alphaville, em Campinas. Um ditado popular desses povos relata que para ser um deles não é necessário nascer ou morar em um de seus países.
Será bem-vindo aquele que apenas tiver simpatia por suas aspirações, o que não é muito difícil uma vez que uma das características desse povo,
bem semelhante ao brasileiro, é a alegria. Para que os convidados conhecessem um pouco mais sobre a gastronomia, o Buffet Brunetto preparou pratos típicos como charuto de folha de uva, coalhada fresca, carneiro com especiarias, pasta de grão de bico, queijos e pães sírios, entre outras delícias.
Para os árabes, as refeições são consideradas um ritual. É comum demorar-se muito à mesa. Também não é para menos. A grande quantidade de alimentos servida, mesmo que em pequenas porções, não permite degustar tudo em um pequeno intervalo de tempo. Os mezzés - como são chamados os antepastos - merecem uma atenção especial em virtude de seus condimentos diferenciados. Eles são sempre acompanhados de pão
áraque.
Quem pensa que depois de tanta fartura, os árabes deixam a mesa está redondamente enganado. Eles prezam pelos doces e só encerram uma refeição após tomarem um café árabe - preparado em uma fogueira - ou chá preto com hortelã.
Como toda festa árabe pede muita música e dança, o jantar das mil e uma noites não seria diferente. Para animar o público, bailarinas apresentaram os diversos estilos de dança do ventre, que é bem tradicional em sua cultura. Cada uma delas tem a sua peculiaridade.
Entre as apresentadas no evento promovido pela SMCC estava a dança do véu. Nesse caso, a bailarina pode se apresentar apenas um, três ou sete véus.
Em sua maioria são de seda e bastante coloridos.
Eles são normalmente feitos de seda e representam a alma feminina.
Uma das apresentações que impressionam o público é a dança da espada, realizada em homenagem a deusa guerreira Neit e que simboliza a abertura dos caminhos e a derrota dos inimigos. Nessa dança, a bailarina realiza alguns movimentos, ao mesmo tempo em que equilibra uma espada na cabeça, busto, cintura e nas pernas.
Para aqueles que leram essa matéria até o fim e perderam a oportunidade de participar do jantar árabe, a vantagem é que na próxima edição, estarão conhecendo um pouquinho desta cultura. Poderão até arriscar palpites aos companheiros de mesa!