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Considerado um assunto polêmico,
a violência contra a criança, a mulher
e o idoso freqüentemente está em evidência.
Na classe médica, o assunto também ganha
destaque por meio dos impactos trazidos à saúde
e gera um questionamento de como os profissionais
da área devem agir quando se deparam com casos
de agressões físicas ou psicológicas.
"Apesar do ser humano evoluir, a violência
se mantêm. O médico, ao ficar de frente
com um caso que envolve agressão, abuso sexual
ou negligência, tem por obrigação
de notificar os órgãos competentes.
Isso permite que uma série de cuidados em relação
às vítimas seja desencadeada",
disse a médica ginecologista e homeopata Verônica
Gomes Alencar. Os números são cruéis
tanto quanto a realidade.
O balanço de 2007 - dado mais recente - divulgado
pelo Sistema de Notificação de Violências
em Campinas (Sisnov), mantido pela Secretaria de Saúde,
revela que 75%, um total de 1.265 casos, são
referentes à violência doméstica.
Nos demais 25%, se enquadram 425 notificações
de atentado violento ao pudor, estupro, abuso e exploração
sexual. "Em 90% dos casos, as mulheres são
os principais alvos", relatou a Verônica.
As informações foram contabilizadas
entre julho de 2005 – quando criado o Sisnov
– e dezembro do ano passado. Por meio dessa
iniciativa, foi possível traçar um perfil
dessas vítimas: 91% dos relatos das pessoas
que sofrem violência doméstica têm
entre 0 e 19 anos. Em contrapartida, o alvo dos agressores
da violência urbana tem entre 10 e 24 anos.
Um dado que surpreende os profissionais de saúde,
em virtude de seu crescimento, são os abusos
sexuais cometidos por amigos das vítimas.
"São freqüentes os relatos de um
casal de amigos que saem de uma festa, o rapaz dá
carona a amiga e, no percurso, leva a moça
para a casa dele ou outro local e a violenta",
exemplificou a ginecologista. É válido
ressaltar que outro tipo de violência que aflige
a mulher é a doméstica, mas ainda predominam
os casos praticados contra crianças e adolescentes
do sexo feminino, com idades entre 0 e 11 anos, de
acordo com o Sisnov.
Na maior parte dos casos, os agressores são:
o pai, padrasto ou uma pessoa próxima que more
com ela. Os idosos sofrem diversos tipos de abusos,
que vão desde o sexual, passando pelo psicológico
até chegar à questão patrimonial.
Os filhos são os vilões em quase todos
os casos relatados. "Eles batem, há casos
de negligências de cuidados como alimentação,
banho, administração de remédios
e até roubam a aposentadoria dos pais",
contou Verônica.
A especialista acredita que questões sociais,
econômicas e perda de valores são alguns
dos fatores que levam a violência. O álcool
e a droga também podem ser apontados, mas não
são determinantes para que abusos aconteçam.
Para cuidar dessas vítimas, há várias
políticas públicas que são desencadeadas
quando os casos passam a ser de conhecimento dos órgãos
competentes como: Delegacia de Defesa da Mulher, hospitais,
conselhos Tutelar e do Idoso e a Secretaria Municipal
de Saúde. Proporcionar cultura e educação
à população também é
uma das maneiras de combater a violência.
A quem denunciar:
Violência sexual contra a mulher
Centro de Atenção Integral à
Saúde da Mulher (Caism – Unicamp)
Telefone: (19) 3521-9316
Delegacia de Defesa da Mulher –
(19) 3242-5003.
Violência contra criança
e adolescente
Pronto Socorro Infantil do Hospital
Municipal Dr. Mário Gatti.
Telefone: (19) 3772-5769
Violência contra o homem
Hospital Municipal Dr. Mário Gatti - Telefone:
(19) 3772-5700
Violência contra o Idoso
Conselho Municipal do Idoso - Telefone: (19) 3735-0280
Disque-Denúncia - (19)
3236-3040
Polícia Militar - 190
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