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Entender essa nova geração
de crianças e adolescentes. Conhecer seus problemas,
limitações e desafios. Saber como trabalhar
as questões para, acima de tudo, orientá-los.
As relações entre pais, filhos, escola
e profissionais da saúde têm chamado
a atenção de educadores e médicos
- em suas diferentes especialidades. A conclusão
é de que as crianças estão adquirindo
responsabilidades muito precocemente. Isso pode ser
constatado pelo fato de elas estarem indo para escola
cada
vez com menos idade.
"Elas estão sendo cobradas não
só pelas escolas como pelos pais. As
crianças ainda na fase pré-escolar estão
deixando as brincadeiras de
lado para se dedicarem aos estudos ou preferem passar
horas à frente do computador. A infância
está passando e elas não curtem",
explicou o pediatra, alertando que as crianças
nessa idade não têm maturidade para desempenhar
o papel que é exigido delas. As conseqüências
aparecem por intermédio de erros na fala e
na escrita. O fato pode ser
comprovado nos consultórios de fonoaudiólogas,
pedagogas, pediatras e psiquiatras que recebem com
assiduidade esses pequenos pacientes.
"Deve-se deixar a criança amadurecer e,
nesse processo, ir detectando quais são os
problemas dos filhos para então procurar um
especialista", recomendou o médico. Partes
desses transtornos podem ser evitados, segundo os
especialistas, se os pais dedicarem um pouco mais
de seu tempo para estar junto dos filhos. Um exemplo
é acompanhá-los durante a realização
da tarefa de casa e não apenas exigir que ela
seja entregue pronta. Os estudos apontam que as crianças
estão se sentindo sozinhas. Alguns fatores
que contribuem para isso são: professoras à
frente de salas de aula cada vez mais
lotadas – o que a deixa com a atenção
dividida – e os diversos
afazeres dos pais os mantêm distantes dos filhos.
O resultado? A
facilidade para que um distúrbio de aprendizagem
apareça na vida das
crianças.
Mais assunto
Há ainda dúvidas sobre a diferença
entre déficit de atenção causado
por hiperatividade (TDAH) e hiperatividade em si.
Nesse último caso, deve ser considerado aqueles
que são criados sem limites e regras de convívio
social. Antes de cravar um diagnóstico, a criança
deve passar por um profissional da área. Se
detectado o TDAH, ela passará por um tratamento
que é longo e requer uma medicação
cara e que traz efeitos adversos. Pensando em auxiliar
esses pequenos pacientes, a Secretaria
Municipal de Saúde conta com um ambulatório
específico para crianças que apresentam
esse tipo de distúrbio, conforme relatou a
médica Maria Fernanda Haddad.
"Cada criança tem suas peculiaridades,
que podem ser totalmente normais, não se enquadrando
em nenhuma patologia", concluiu o pediatra.
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