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O Ovo
da Serpente |
13/09/2001 |
A serpente deposita seus ovos, e antes de sua eclosão,
podemos na translucidez observar seus conteúdos.
Nada são senão outras serpentes, perfeitamente
formadas, e que inequivocamente reproduzirão
as características do abominável. O
mundo já conhecia o diabólico réptil.
Já havia mordido em várias ocasiões.
O rastejante nojento e letal foi a figura emblemática
das Olimpíadas de Munique. Ali terroristas
do Setembro Negro (palestinos da OLP que procuravam
se vingar nos atletas israelenses de sua expulsão
pelo rei Hussein da Jordânia). Apenas para recordar
vale dizer que esta nação vem a ser
resultado da ocupação saudita-hashemita
que ocupou a terra dos beduínos após
o mandato britânico que sucedeu ao império
otomano. Daí em diante o que presenciamos foram
uma sucessão de seqüestros de aviões
comerciais, navios de cruzeiro, diplomatas e atentados
cruéis. Curiosamente se deu uma glamourização
crescente dos fanáticos de kefieh preto e branco.
Foram ocupando espaço na mídia, e por
razões que passam necessariamente pela miopia
progressiva e oportunista de muitos políticos
e comunicadores, foram promovidos à condição
de pequenos heróis. E até mudaram de
qualificativos. Os antes terroristas foram eufiministicamente
(quando não carinhosamente) designados de "ativistas".
Receberam nas Nações Unidas seu maior
representante portando pistola à cintura. Feministas
deslumbradas relevaram o uso do chador, a opressão
da mulher, a maternidade irresponsável e até
mesmo a banalização da sexualidade (representada
pela promessa de 40 virgens no paraíso para
os que morrem na guerra santa). A obscenidade condenou
à morte centenas de milhares de jovens na guerra
Irã- Iraque que portavam o passaporte para
a eternidade . O mundo ignorou por décadas
o real significado da lógica da psicopatia
dos incivilizados, e cegados pela desinformação
financiada pelos Khadafis e Bin Ladens da vida e da
morte, entendeu que o combate ao terrorismo obedecia
a uma justificável "espiral da violência".
O fundamentalista islâmico Omar Abdel Raman
em 93 já havia dinamitado o World Trade Center,
e seus correligionários egípcios prometeram
vingar sua prisão completando o serviço
oportunamente. Aqui mesmo na América do Sul
, explodiram a embaixada israelense e pouco depois
mataram duas centenas de inocentes no prédio
da AMIA em Buenos Aires. Ninguém foi preso
. Nos últimos meses assistimos pedaços
de crianças, velhos e outros inocentes indo
pelos ares por obra e graça de tresloucados
terroristas suicidas, fantasiados como Rambos das
Arábias na sua apresentação pré-paraíso.
Vimos o festejo de populações em muitos
os paises árabes a cada morte dilacerada e
a cada Scud desgovernado (repetiram a dose agora distribuindo
doces com gosto de sangue aos simpatizantes). O pior
de tudo é a glorificação do crime,
e o condicionamento de crianças geradas às
dúzias, que aprendem a linguagem do ódio
apenas tornados bípedes. Agora , aquecidos
pela desinformação e a alienação
de muitos, os répteis peçonhentos estão
adultos. Matam aos milhares sem nenhuma razão
senão o ódio ao mundo civilizado. Esses
mitômanos patológicos estão preparando
o terrorismo químico e bacteriológico
e quem sabe até nuclear. E não morderão
apenas judeus. Irão morder a todos.
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