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Científico - 20/10/2005
Anestesiologia - Sábado da Dor
A Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), a Sociedade Paulista para o Estudo da Dor (SPED) e o Departamento de Anestesiologia da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC) realizaram no dia 8 de outubro, das 8h às 18h00, no Hotel Meliá, em Campinas, o Sábado da Dor 2005.
O evento, que contou com a participação de mais de 120 pessoas, foi patrocinado pela Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda e teve organização do Prof. Dr. Antonio Vanderlei Ortenzi, que é médico anestesiologista, algologista e acupunturista.
Esta jornada é realizada em diferentes datas do ano e em vários pontos do País. Seu objetivo é atingir o maior número de profissionais da área da saúde (médicos, dentistas, enfermeiros etc) com uma atualização nos mais importantes tópicos relacionados à Dor.
Durante esta jornada em Campinas, vários professores universitários convidados enfocaram os temas: Projeto Brasil sem Dor; anatomia e fisiopatologia da dor; visão multidisciplinar da dor; avaliação da dor; dor como 5º sinal vital (ministrado por uma professora de enfermagem); analgésicos opióides e não opióides; aspectos éticos no paciente com dor oncológica; cuidados paliativos; dor em oncologia; dor neuropática; algias orofaciais (ministrado por um professor de Odontologia); dor pós-operatória; dor em pediatria; radiofreqüência pulsátil. Nesta data também foi feita a entrega do título de Sócio Honorário para o Sr. Valentim João Valério e o lançamento do Prêmio de Incentivo ao Estudo da Dor, denominado “J. Valério”.
Sobre a Dor
Dados da Associação Brasileira para Estudos da Dor (SBED) mostram que a dor afeta pelo menos 30% dos indivíduos, em algum momento de sua vida. Entre 10% e 40% dos casos, a sensação tem duração superior a 24 horas.
O tormento provocado pela dor atinge milhões de pessoas no mundo inteiro. A queixa mais freqüente dos pacientes que procuram a emergência médica é justamente a dor. Ela pode ser um sofrimento intenso, com dificuldades para sua avaliação e controle, tem diversas causas e se relaciona com fatores que vão de orgânicos a culturais e psicológicos.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a dor crônica, aquela que não depende necessariamente de uma lesão, atinge cerca de 30% da população mundial. Para os brasileiros, o tormento também é grande, pois cerca de 50 milhões de pessoas enfrentam este sofrimento no País.
A falta de informação ainda pode contribuir para que o tratamento da dor não seja tão eficaz quanto deveria. As dores podem ser de dois tipos: aguda e crônica. A dor aguda é provocada por uma lesão enquanto a crônica independe de uma lesão.
Para os pacientes com câncer, a dor está inevitavelmente associada a uma das mais violentas manifestações da doença. A OMS estima que todos os anos surgem até 17 milhões de novos casos de câncer no mundo. Metade desses pacientes não sobrevive. Dos que escapam da morte, 70% sofrem dores crônicas, de níveis que vão do moderado ao insuportável. A OMS afirma que é possível controlar mais de 90% dessas dores, se o paciente receber o tratamento devido.
O Prof. Dr. Lino Lemônica, que falou sobre a Dor Oncológica durante a jornada em Campinas, afirmou que entre 30 a 45% dos pacientes apresentam dor no momento do diagnóstico do câncer. No estágio avançado da doença, 75% apresentam dor e destes, entre 40% a 50% têm dor entre moderada a forte e 25% a 30% sentem dor muito forte e intensa. O médico confirmou que desta totalidade dos casos, 90% podem ter os sintomas controlados através do uso de medicamentos corretos. Ele lembrou, no entanto, que sanar a dor de um paciente não é como receita de bolo, pois a prescrição deve variar de caso a caso, levando-se em conta vários fatores.
Palestra no Senac Campinas
O organizador do Sábado da Dor, em Campinas, Prof. Dr. Antonio V. Ortenzi também realizará palestra sobre o tema no Senac Campinas, no próximo dia 18 de outubro.
A palestra faz parte do Programa Nacional de Educação Continuada em Dor e Cuidados Paliativos (Aliviador), e estará sendo realizada também em outras 28 unidades do SENAC na Capital e interior, sendo dirigida aos alunos matriculados nos diversos cursos da entidade, aos funcionários e público leigo interessado nos temas Dor e Cuidados Paliativos.
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