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Científico - 27/10/2005
Atualização em pediatria: Obesidade na Infância e Adolescência
A Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas sediou, no dia 20 de outubro, às 20h, o evento “Obesidade na Infância Adolescência”, organizado pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e patrocinado pela Nestlé Nutrition.
A coordenação local ficou por conta do presidente do Departamento de Pediatria da SMCC e presidente da SPSP Regional, Fábio E. F. Álvares Leite. Cerca de 50 pessoas compareceram ao encontro de atualização em pediatria.
A primeira palestrante foi a Prof. Lilia Freire Rodrigues de Souza Li, do Departamento de Pediatria da Unicamp, que falou sobre as influências genéticas, ambientais e comportamentais nos casos de obesidade.
Entre os fatores comportamentais, a professora comentou o aumento do conforto na vida da população, com o invento do carro, telefone e televisão, que vieram a influenciar negativamente sobre a obesidade.
Além disso, com o passar dos anos, a alimentação da população passou a ficar cada vez mais gordurosa e, este fator, acrescido do sedentarismo, teria colaborado muito com o aumento da obesidade em todo o mundo.
A televisão, segundo ela, acabou por se tornar um problema para o desenvolvimento infantil, pois uma criança chega a passar em torno de 25 horas semanais na frente da televisão, enquanto ela gasta apenas cerca de 5 horas conversando com seus pais.
Além da vida estar mais sedentária para as crianças, muitas delas procuram suprir carências afetivas com a comida. Há uma ligação entre comida e carinho, que estimula as crianças e adolescentes a comerem mais quando estão carentes.
A outra palestrante da noite foi a Prof. Dra. Maria Arlete M. S. Escrivão, chefe do Ambulatório de Obesidade e professora da Unifesp. De acordo com ela, a maioria dos casos de obesidade são provocados por motivos associados a fatores genéticos, ambientais e comportamentais.
A obesidade na criança causa, além dos prejuízos psicossociais (estigma da obesidade), problemas ortopédicos e posturais, alterações dermatológicas (estrias e outros), distúrbios respiratórios (como a apnéia do sono), dislipidemias (transtornos ligados ao colesterol, triglicérides etc), alterações no metabolismo da glicose, RGE (Refluxo Gastro-Esofágico), Coletitíase, DGFNA (Doença Gordurosa do Fígado Não Alcoólico, que é o excesso de triglicérides e ácidos graxos circulantes) e a Hipertensão Arterial.
Maria Arlete disse ainda que a obesidade na criança precisa ser vista com preocupação pelos pediatras, pois está comprovado que ¾ dos obesos adultos foram crianças obesas.
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