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Científico - 02/12/2005
Doador de sangue é homenageado
O garçon Ariosto Mathias foi o homenageado no Dia do Doador de Sangue pela Hemoclínica. Aos 39 anos, Mathias doa sangue há 21 anos, comparecendo regularmente à Hemoclínica (a cada três meses). Seu único objetivo é ajudar a salvar vidas, não importa de quem.
Quando tinha apenas 18 anos, Mathias assistiu a uma reportagem que falava sobre a falta de sangue para salvar inúmeras vidas. “A reportagem me deixou muito sensibilizado e eu percebi que a gente perde tempo com tanta coisa inútil, que gastar alguns minutos para ajudar a salvar a vida de outra pessoa não me custaria nada”, explica.
Em comemoração ao Dia do Doador, a Hemoclínica realizou a homenagem, entregando um diploma especial para o sr. Mathias, além de oferecer brindes e lanche para os doadores, incluindo salada de frutas e bolo gelado. Ao receber a homenagem, Mathias foi aplaudido por todos os presentes e aproveitou para lembrar da importância da doação de sangue, mesmo que não se tenha nenhum conhecido precisando naquele momento.
Segundo a Dra. Gina Leite Goulart, presidente do Departamento de Hematologia e Hemoterapia da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas e médica da Hemoclínica, a data é comemorada anualmente e tem como objetivo homenagear os doadores de sangue, além de estimular esta prática, mostrando para a sociedade a importância da doação de sangue, que ajuda a salvar vidas todos os dias.
A escolha do final do ano para comemorar o Dia do Doador ocorreu exatamente por ser um período que costuma registrar uma queda de 60% a 70% na coleta de sangue. E, paralelamente à diminuição no volume de coleta de bolsas de sangue nesse período, verifica-se um acentuado aumento no número de acidentes, tanto automobilísticos como domésticos, por conta das festas e férias.
Saiba ainda...
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o ideal é que 5% da população doe sangue pelo menos uma vez ao ano. No Brasil, essa taxa é de apenas 2% - que representa pouco mais de três milhões de pessoas. Entre os motivos para o baixo índice de doadores está justamente o desconhecimento sobre a importância do ato.
Mesmo com todo o avanço da medicina, ainda não existe um substituto para o sangue humano, utilizado em diversos tipos de paciente, dos acidentados aos cardíacos, passando pelos hemofílicos e qualquer um que se submeta a uma cirurgia com risco de sangramento, além de pacientes portadores de câncer, leucemias e anemia aplástica.
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, doar não afina nem engrossa o sangue. A quantidade padrão doada (450ml) é quase totalmente reposta pelo organismo 24 horas após a doação.
Segundo relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 41% das bolsas de sangue vêm de voluntários. A maior parte - 59% - é doada por pessoas que querem ajudar um parente ou amigo.
A pesquisa mostra ainda um ponto importante: raramente os doadores voltam ao hemocentro depois da doação. Essa falta de regularidade provoca a inconstância nos estoques de sangue.
Para minimizar esse problema, uma das saídas seria a fidelização do doador, ou seja, conscientizar a população sobre a importância da doação, criando mecanismos para que as pessoas doem sangue com regularidade.
Condições para doar sangue
- Ter de 18 a 65 anos de idade;
- Pesar mais de 50 quilos;
- Ter dormido pelo menos 6 horas;
- Não estar em jejum;
- Não ter ingerido bebida alcoólica antes da doação;
- Se mulher, não estar grávida, amamentando ou ter tido parto/aborto há pelo menos 3 meses;
- Não estar com febre, gripe ou resfriado;
- Não ter recebido transfusão de sangue nos últimos 12 meses;
- Não ter antecedentes de Hepatite, doença de Chagas e Sífilis;
- Não ter comportamento de risco para AIDS: ser usuário de drogas injetáveis e cocaína inalável, ter hábitos homossexuais ou bissexuais ou ter vários parceiros sexuais;
- Aguardar o prazo de um ano após fazer tatuagem ou colocar piercing, antes de doar.
Clique nas fotos para ampliar.
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