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Editoriais - 01/08/2004
Editorial MedicAção - Julho/2004
Estamos vivendo um momento único, nas questões relativas à defesa profissional. Como diz a expressão "o trem está passando e se não nos apressarmos em tomá-lo, certamente ficaremos a pé e o próximo, sabe-se lá quando vai passar". Com certeza, a integração das entidades médicas a nível nacional, estadual e regional tem colaborado em muito, para o movimento de implantação da CBHPM. Conseguimos mobilizações que há muito não se viam.
Estivemos no Congresso Nacional, a Frente Parlamentar da Saúde está mobilizada, e o projeto de lei que define a questão, tudo indica, será votado em regime de urgência. Realizamos há dias, uma Assembléia muito importante para a Classe Médica de Campinas. Estamos agora operacionalizando as deliberações e preparando o ato público do dia 09 de Agosto, que será realizado em frente à sede social da SMCC, com esclarecimento para a comunidade de usuários dos planos de saúde e também para aqueles que dependem do sistema único.
Os próximos passos são fundamentais e a presença e mobilização de todos os Colegas Médicos é de fundamental importância. Alguns dos assuntos são polêmicos e como exemplo, a questão de alguns planos de saúde vinculados aos Hospitais de Campinas, que não estão honrando com os honorários dos médicos e que continuam sendo comercializados como opção "econômica" de assistência médica suplementar. Operadoras que atuam na região praticam um relacionamento reprovável com os profissionais médicos, que trabalham com carga horária fixa, com cotas de atendimento pré-determinadas, não asseguram os direitos trabalhistas, não remuneram pela produção e desligam os profissionais de seus postos de trabalho, sem nenhuma justificativa e ao bel prazer da vontade de um dirigente ou membro da administração da operadora. Tais procedimentos acabam colocando em risco o paciente e usuário destes planos. Procedimentos são protelados, filas para cirurgia são formadas, sem que os usuários destes planos percebam a situação.
È muito importante participarmos ativamente destas e de outras discussões. A necessidade de elaborarmos protocolos e diretrizes regionais, com apoio dos Departamentos Científicos da SMCC, assim como das regionais das Sociedades de Especialidades, com o objetivo de nós, os Médicos, definirmos a melhor conduta para nossos pacientes é uma forma de atuarmos junto às operadoras na contenção do alardeado "custo da saúde". Devemos também ser firmes com aqueles que insistentemente fogem do habitual, deixando sérias dúvidas sobre a conduta adotada frente aos pacientes, sobre relacionamentos com a indústria de materiais e medicamentos, setor este que embora contribua de um lado para o avanço tecnológico da assistência à saúde, por outro, tenta impor uma realidade que não é compatível com nossa característica de país em desenvolvimento.
Prezados(as) Colegas, estou certo que todos(as) estão motivados(as) e vão participar ativamente deste movimento!
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