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Social - 3/11/2005
Dia do Médico teve Culto Ecumênico
O dia 18 de outubro, Dia do Médico, foi comemorado na SMCC com um Culto Ecumênico realizado no auditório da sede social. A Cerimônia contou com a presença de representantes da Igreja Católica, da Doutrina Espírita, da Igreja do Nazareno e da Sociedade Israelita de Campinas.
O pastor da Igreja do Nazareno, Ricardo Barreto Sacchi, animou a cerimônia, cantando e tocando algumas canções ao violão. O Culto Ecumênico iniciou com a Dra. Denise Malek, presidente da SMCC, parabenizando os médicos pelo seu dia.
A diretora Social, Dra. Fátima Bastos, apresentou os símbolos de trabalho dos médicos e o Dr. Ademir Buarraj trouxe a Bíblia Sagrada, a qual foi doada por ele à SMCC.
Em seguida, o Dr. Antonio Jofre de Vasconcelos, representando a Igreja Católica, abriu a celebração contando detalhes da história de São Lucas, o santo considerado Patrono dos Médicos.
O dia 18 de outubro foi escolhido como "Dia dos Médicos" por ser o dia consagrado pela Igreja a São Lucas, que foi um dos quatro evangelistas do Novo Testamento.
Segundo o Dr. Jofre, Lucas não conviveu pessoalmente com Jesus e por isso a sua narrativa é baseada em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Jesus. Segundo a tradição, São Lucas era médico, além de pintor, músico e historiador.
A representante da Doutrina Espírita, Maria de Fátima Cunha, falou sobre Jesus, que foi um “terapeuta por excelência”, pois curava a alma das pessoas. “Ele despertava a fé, a confiança e a esperança. Fatores importantes para qualquer cura. É preciso ter fé na medicação e na própria cura”, completou.
Segundo ela, toda profissão é importante, mas algumas têm um toque divino, como a medicina, que é uma escolha por vocação, com raízes profundas na alma.
“O poder do médico é muito grande, pois, com um gesto fraterno, um olhar amigo, ele pode passar a tranqüilidade necessária para amenizar a dor do paciente”, analisou.
E nesta data, Maria de Fátima resolveu homenagear todos os médicos, lembrando um pouco da história do médico Albert Schweitzer, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1952 pelos seus esforços em melhorar a vida da população africana.
Filósofo, teólogo luterano, organista interprete de Bach, nasceu em 1875. Em 1905 anunciou sua intenção de tornar-se um médico missionário e dedicar-se ao trabalho filantrópico e em 1913 tornou-se doutor em medicina. Especializou-se em Medicina Tropical e dedicou sua vida a população africana.
Com sua mulher, Hélène Bresslau, que havia praticado como enfermeira para acompanhá-lo, ele foi para Lambaréné, no Gabão, colônia francesa na África Equatorial, onde construiu um hospital.
Preso como estrangeiro inimigo (alemão) e depois levado para a França como prisioneiro de guerra durante a Primeira Guerra Mundial, Schweitzer retornou à África em 1924 para reconstruir o hospital arruinado. Morreu na África em 1965. Para ele, o princípio ético supremo era “a reverência pela vida”.
O pastor Antonio Leão, representando a Igreja do Nazareno, leu uma passagem do evangelho de São Lucas. Falou sobre Jesus e sobre o pecado. Enfocou muito a atual situação mundial, onde as pessoas vivem cada vez mais em busca do próprio prazer, esquecendo-se do próximo.
No final de sua homenagem aos médicos, ele falou sobre a importância do médico para curar o corpo das pessoas, e do religioso para curar as almas. “Ambos são necessários”, completou.
O último a homenagear os médicos foi o representante da Sociedade Israelita de Campinas, Pedro Clemente Tiago, que traduziu para o português uma oração que se costuma fazer à noite, parabenizando toda a classe médica em seguida.
No final do Culto Ecumênico, o Dr Ademir Buarraj ofertou a Bíblia Sagrada à Sociedade de Medicina e a Dra. Fátima leu o Juramento do Médico.
Os presentes foram convidados a subir ao Espaço Albert Zeitouni, no terceiro piso, para o lançamento do livro “A Campinas do Dr. Vieira Bueno”, seguido de um coquetel.
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